Preenchimento facial: o que é, como é feito, riscos e cuidados

A revisão biomédica deste conteúdo ainda não foi feita. As afirmações vêm das fontes listadas no fim da página.

O que é preenchimento facial?

Preenchimento facial é uma técnica de injeção de substâncias sob a pele para corrigir sulcos, rugas e cicatrizes, elevando a área tratada e diminuindo sua profundidade, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) [1]. Um dos objetivos é repor o volume da face e melhorar seus contornos [1]. Este conteúdo não substitui avaliação profissional. Para comparar unidades, veja Clínicas de estética em Joinville e Clínicas de estética em Sorocaba.

Como o preenchimento facial é feito?

As fontes lidas descrevem o preenchimento como injeção de substâncias sob a área da pele a ser tratada [1] e não trazem um passo a passo único. Depois da aplicação, a área pode ficar levemente avermelhada e inchada [1].

A Anvisa recomenda verificar, antes do procedimento, as regiões e os volumes permitidos nas instruções de uso do produto, e diz que o profissional de saúde deve traçar o plano de tratamento com o paciente, explicando os riscos e as complicações imediatas, precoces e tardias [2].

Quais materiais são usados no preenchimento facial?

A Anvisa cita como preenchedores dérmicos a hidroxiapatita de cálcio, o ácido hialurônico, o poli-L-ácido lático (PLLA) e os preenchedores permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA) [2]. Segundo a agência, todos são injetáveis, regularizados como dispositivos médicos de classe de risco III ou IV (alto e máximo risco) e só podem ser comercializados com registro na Anvisa [2].

A SBD diz que o ácido hialurônico é hoje o principal preenchedor utilizado [1].

O que é o ácido hialurônico?

Ácido hialurônico é uma substância que o corpo humano fabrica e que ajuda a manter formas e contornos, mas cuja produção cai com o passar dos anos, segundo a SBD [1].

O que o ácido hialurônico faz no preenchimento facial?

No preenchimento, o ácido hialurônico repõe o volume que o envelhecimento reduziu [3]. A SBD diz que a duração desse procedimento varia de 1 a 2 anos [3]. Os preenchedores à base de ácido hialurônico podem ser revertidos clinicamente com a enzima hialuronidase [4].

Em quais regiões do rosto o preenchimento é feito?

A SBD lista estas regiões [3]:

Para que serve o preenchimento facial?

A SBD indica o preenchimento para atenuar rugas, cicatrizes e sulcos, para corrigir cicatrizes de acne, repor volume em áreas do rosto que perderam gordura e sustentação com o envelhecimento, dar contorno e volume aos lábios e tratar olheiras e contorno mandibular [1]. A SBD diz que ele costuma ser combinado com toxina botulínica, lasers e peelings [1].

O que não está provado sobre preenchimento facial?

As páginas da SBD lidas descrevem indicações e duração, mas não comparam o resultado de um material com o de outro, e esta página não promete resultado. Um artigo publicado pela SBD afirma que o número real de complicações dos preenchedores ainda é desconhecido, porque na maioria dos casos a notificação oficial não é feita [4].

A Anvisa avisa que aplicar o produto em região anatômica e em volume fora das indicações previstas nas instruções de uso aumenta a probabilidade de complicações [2].

Quais são os riscos e os cuidados depois do preenchimento facial?

A SBD diz que o risco de alergia é raro [1]. Um artigo publicado pela entidade agrupa as complicações em vasculares (oclusões, isquemias, risco de necrose da pele e até cegueira), inflamatórias (inchaço, nódulos), infecciosas (abscessos) e de pigmentação (manchas, vasinhos e vermelhidão persistente) [4].

A Anvisa cita entre os efeitos graves de preenchedores aplicados fora das indicações a embolia pulmonar, a deficiência visual temporária e permanente por oclusão vascular, a inflamação granulomatosa, o aumento de cálcio no sangue, o cálculo renal e a insuficiência renal com necessidade de hemodiálise [2]. Uma revisão sistemática de complicações oculares do ácido hialurônico facial, com 34 artigos, relata que o nariz foi o local de injeção mais comum, que a perda de visão foi a complicação mais frequente, que o início quase sempre foi imediato e que, em 45,45% dos estudos, não houve melhora mesmo após o manejo [5].

Entre os cuidados, a Anvisa diz que é indispensável verificar se o produto está regularizado, se o serviço é autorizado e se o profissional é qualificado, e que o paciente deve receber o cartão de rastreabilidade do produto usado, com uma cópia no prontuário [2]. Diante de qualquer sinal ou sintoma sugestivo de complicação, a Anvisa indica procurar assistência profissional qualificada [2]. Uma dermatologista citada em reportagem reproduzida pela SBD diz que o consultório deve ter hialuronidase, enzima que anula o efeito do ácido hialurônico [6].

Quem não deve fazer preenchimento facial?

A SBD diz que alergias, gestação, amamentação, doenças prévias e uso de medicação de rotina devem ser informados ao médico antes do procedimento [1]. O guia do Coren-SP, de 2023, lista como contraindicações dos procedimentos injetáveis as doenças hematológicas, as doenças autoimunes, o uso de imunossupressores, as coagulopatias e o uso de anticoagulantes, a sensibilidade ao princípio ativo, a dermatite atópica e as doenças de pele não diagnosticadas [7]. O diretório não indica tratamento: converse com um profissional de saúde antes de marcar.

O que as fontes dizem sobre quem pode aplicar preenchimento facial

As fontes lidas não concordam, e esta página não decide entre elas. A SBD afirma que o preenchimento com ácido hialurônico é seguro desde que feito por médico capacitado e habilitado, e que procedimentos estéticos invasivos só podem ser realizados por médicos [6][8]. Segundo a entidade, o art. 4º da Lei do Ato Médico (Lei 12.842/2013) define como privativas do médico a indicação e a execução de procedimentos invasivos, inclusive estéticos [9].

Numa reportagem reproduzida pela SBD, a presidente da Sociedade Brasileira de Biomedicina Estética defende que biomédicos são capacitados e autorizados a realizar o procedimento [6]. O guia do Coren-SP diz que o enfermeiro com especialidade em estética está habilitado a procedimentos intradérmicos, subcutâneos e intramusculares, entre eles os preenchedores dérmicos [7].

A Lei 13.643/2018 regulamenta as profissões de Esteticista e de Técnico em Estética. O parágrafo único do art. 1º diz que a lei não compreende atividades em estética médica, nos termos do art. 4º da Lei 12.842/2013 [10]. A Nota Técnica 2/2024 da Anvisa está com os efeitos suspensos desde 23/09/2026 e não é citada aqui como regra vigente [11].

O diretório não conclui quem pode aplicar nem a regularidade de clínicas ou de profissionais listados. Licença não encontrada não prova irregularidade.

Onde encontrar preenchimento facial

O diretório lista 4 unidades em Joinville e 2 em Sorocaba que confirmam preenchimento facial, sem indicar qual escolher. Veja Clínicas de estética em Joinville e Clínicas de estética em Sorocaba. Para ver todas as cidades, veja Clínicas de estética por cidade.

Quanto custa preenchimento facial?

O diretório não coletou preços de preenchimento facial: são 0 preços coletados. Peça à unidade o valor total, o material que será usado e o volume previsto, e confirme que você receberá o cartão de rastreabilidade do produto.

Preenchimento facial ou toxina botulínica?

Segundo a SBD, a toxina trata as rugas causadas pelo movimento dos músculos, enquanto o preenchimento repõe o volume e corrige sulcos; os dois atuam em lugares e por mecanismos diferentes [3]. As fontes lidas não dizem qual é melhor. Veja Toxina botulínica (botox): o que é, como é feita, riscos e cuidados.

Quais outros procedimentos comparar?

Veja Procedimentos estéticos: o que são, riscos e cuidados, Harmonização facial: o que é, como é feita, riscos e cuidados e Limpeza de pele: o que é, como é feita, riscos e cuidados.

Quem revisou este conteúdo

Este conteúdo ainda não foi revisado por profissional de saúde. Quando houver revisão, nome, registro profissional e data aparecem aqui. Hoje o diretório não recebe das clínicas listadas. Os critérios estão em Como comparamos as clínicas.

Fontes